FATORES SOCIOECONÔMICOS, CONDIÇÕES DE SAÚDE E ESTILO DE VIDA ASSOCIADOS AO ESTADO NUTRICIONAL DE RESPONSÁVEIS POR DOMICÍLIOS BRASILEIROS

Nome: VITÓRIA ANDRADE RODRIGUES MOREIRA

Data de publicação: 27/02/2026

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
LUIZ CARLOS DE ABREU Presidente
TAMIRES DOS SANTOS VIEIRA Coorientador
TASSIANE CRISTINA MORAIS Examinador Externo
WEVERTON PEREIRA DE MEDEIROS Examinador Interno

Resumo: Introdução: o excesso de peso entre adultos brasileiros é reconhecido como um
importante problema de saúde pública, sendo associado a diversos fatores
socioambientais e de saúde. Entre pessoas responsáveis por domicílios, esses
agravos podem repercutir sobre todo o núcleo familiar, influenciando comportamentos
e condições de saúde de toda sociedade. Objetivo: analisar a relação entre condições
de saúde, estilo de vida, características socioeconômicas e estado nutricional de
pessoas responsáveis por domicílios brasileiros, segundo dados da Pesquisa
Nacional de Saúde de 2019. Método: trata-se de um estudo transversal realizado a
partir da análise dos microdados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. A amostra
foi composta por 52.597 indivíduos responsáveis por seus domicílios. O estado
nutricional foi avaliado por meio do Índice de Massa Corporal, considerado como
variável dependente. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, econômicas, de
saúde e de estilo de vida. As associações foram avaliadas pelo teste do qui-quadrado
e os fatores associados à inadequação do estado nutricional foram identificados por
regressão de Poisson. Resultados: a maioria dos responsáveis apresenta excesso
de peso (61,8%). Destaca-se maior proporção da condição entre responsáveis do
sexo feminino (34,2%), de cor branca (26,9%), casados (28,9%), sem escolaridade
(23,0%), com baixa renda (28,9%), residentes do Sudeste (29,5%), de áreas urbanas
(54,6%) e que não autorreferiram diabetes (54,5%), hipertensão (39,7%) ou
depressão (54,1%). Observou-se prevalência de excesso de peso cerca de 12,0%
maior entre responsáveis hipertensos em comparação àqueles que não autorreferiram
o agravo. Conclusão: o excesso de peso é altamente prevalente entre pessoas
responsáveis por domicílios brasileiros, estando associado principalmente a
determinantes sociais de saúde, como sexo, renda e escolaridade.

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