LUGAR DE FALAS: ATENÇÃO BÁSICA COMO TERRITÓRIO DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA, ESPÍRITO SANTO

Nome: Bruna Heintze Ferreira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 29/09/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Rita de Cássia Duarte Lima Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Claudia Pinheiro Garcia Suplente Externo
Franciéle Marabotti Costa Leite Examinador Interno
Maria Angelica Carvalho Andrade Suplente Interno
Rita de Cássia Duarte Lima Orientador
Simone Gonçalves de Assis Examinador Externo

Resumo: Introdução: A violência é um fenômeno multicausal, interseccional que perpassa a vida das
pessoas e as práticas do cotidiano de trabalho na Atenção Básica. Pela Atenção Básica ser
constituída para atuar no território, desempenha sua função com a maior descentralização e
capilaridade possível, localizando-se mais próximo da vida da população, o que favorece o
rastreio das violências. Ainda, é a principal porta de entrada e a primeira opção dos usuários
em busca de serviços de saúde. As equipes de trabalho da Atenção Básica são compostas
majoritariamente por mulheres. A condição de ser mulher e ao mesmo tempo ser trabalhadora
de saúde, nos permite pensar de que forma a violência atravessa sua existência pessoal e
profissional. Por isso, partimos da premissa de que enquanto mulheres e trabalhadoras são
duplamente afetadas por esse fenômeno, suas causas e consequências as colocam numa
condição diferenciada para vivenciar as situações de violência. Sendo esses fatores, o que
particularmente justifica um olhar diferenciado por parte das trabalhadoras de saúde para as
violências que acometem as mulheres no contexto da Atenção Básica. Objetivos: Analisar a
percepção dos trabalhadores de saúde sobre a violência contra a mulher; Identificar a partir
da percepção das trabalhadoras de saúde como se produz, na organização do trabalho em
Saúde, as diferentes formas de acolhimento e afetamento às situações de violência contra a
mulher na Atenção Básica no município de Vitória, Espírito Santo; Descrever as estratégias
de enfrentamento da violência contra a mulher a partir da percepção e vivências das
trabalhadoras de saúde na Atenção Básica, no município de Vitória, ES. Metodologia: Estudo
de abordagem qualitativa, sendo realizado por meio de questionário com perguntas abertas
autoaplicáveis com mulheres, trabalhadoras da Atenção Básica. A coleta foi realizada no mês
de julho de 2020, depois do período de “lockdown” (bloqueio total) fase do protocolo de
isolamento por causa da pandemia COVID19. Análise dos dados: Análise temática de
conteúdo. Resultados: Os resultados mostram que as trabalhadoras de saúde apresentam-se
afetadas com a temática e percebem a violência contra a mulher como relacionada à
desigualdade social, naturalizada, reforçada pelo comportamento machista e tendo as
mulheres negras como sendo as mais vulneráveis. Descrevem o enfrentamento da violência
por meio do fluxo de atendimento, acreditam que a escuta qualificada e o acolhimento, como
prática humanizada dos atendimentos, seja um instrumento fundamental para criação de
vínculo para o empoderamento evitando o processo de revitimização da mulher.

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