Determinantes de Risco para Doenças Cardiovasculares em Escolares da da Rede Pública de Ensino do Município de Vitória

Nome: Márcia Mara Corrêa
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 07/11/2008

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Elizabete Regina Araújo de Oliveira Orientador
Maria del Carmen Bisi Molina Examinador Interno
Silvia Eloiza Priore Examinador Externo

Resumo: Este estudo teve como objetivo analisar os agravos biológicos e comportamentais
que afetam a saúde cardiovascular de adolescentes. A avaliação dos riscos
biológicos (estado nutricional inadequado, níveis alterados de pressão arterial e de
lipídeos-lipoproteínas plasmáticas) e comportamentais (nível de atividade física e do
consumo alimentar) foi investigada em uma amostra composta por 380 escolares
(177 meninos e 203 meninas), na faixa etária de 10 a 14 anos, matriculados na rede
pública de ensino de Vitória, ES. Observou-se que a maturação sexual esteve
presente em 38,42% do total de meninos e em 45,81% do total de meninas, e que
84,5% dos adolescentes são pertencentes às classes socioeconômicas C e D. Em
relação às características do estado nutricional, diagnosticou 9,21% dos
adolescentes com baixo peso e 13,94% com sobrepeso e obesidade, com maior
prevalência para o sexo masculino, e confirmou que 76,84% dos escolares
apresentavam-se como eutróficos. Constatou que o aumento do IMC acontece com
o avançar da idade cronológica e que o desenvolvimento pubertário é o maior
responsável para o ganho de massa magra e de tecido adiposo, concluindo que as
meninas apresentam índice de adiposidade superior ao dos meninos (19,38% e
13,01%, respectivamente). Níveis de pressão arterial alterada foram identificados em
14,7% dos rapazes e em 15,8% das moças, não apontando diferenças entre os
sexos. A avaliação de lipídeos-lipoproteínas séricas mostrou que aproximadamente
50% dos escolares apresentaram níveis indesejáveis de colesterol sérico, e que 26%
e 15% mantiveram níveis inadequados de LDL-c e triglicerídeos, respectivamente.
Condição preocupante foi observada em 51,82% dos sujeitos que apresentaram
baixos níveis de HDL-c, considerado como fator protetor contra as enfermidades
cardiovasculares. Foi encontrada associação positiva entre o excesso de peso e
níveis reduzidos de HDL-c para o sexo feminino e níveis indesejáveis de LDL-c para
o sexo masculino, mas não foi observada associação entre excesso de peso e
hipercolesterolemia nos dois gêneros. Revelou que os adolescentes do sexo
feminino são mais sedentários em comparação com os do sexo masculino e que o
tempo de assistência à TV, contribui muito para isso. Diferenças no consumo
alimentar de acordo com o sexo foi constada, com os meninos apresentando maior
ingestão calórica. Somente 10% das meninas não consomem o mínimo de proteínas
preconizadas, no entanto os carboidratos e lipídeos da dieta habitual foram
consumidos em excesso por aproximadamente 75% dos escolares. Constatou que
os indicadores de risco comportamentais são mais freqüentes entre os adolescentes,
com diferenças significativas entre o sexo, do que os indicadores biológicos. Ao
associar os fatores de risco biológicos, observou-se que 10,3% dos meninos e
14,3% das meninas apresentam quatro ou mais fatores associados, no entanto, em
50,3% e 40,4% respectivamente encontra concomitância de quatro ou mais fatores
de risco comportamentais. Na agregação de fatores de risco biológicos e
comportamentais, revelou que aproximadamente 50% das meninas e 60% dos
meninos reúnem cinco ou mais fatores de risco agressores à saúde cardiovascular.
Conclui-se que os fatores de risco comportamentais têm grande influência na
aquisição de riscos biológicos, influenciadores na gênese das doenças
cardiovasculares, demonstrando a necessidade de medidas preventivas na
população mais jovem.

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