COORDENAÇÃO DO CUIDADO PELA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NA ATENÇÃO ÀS PESSOAS COM DOENÇAS CRÔNICAS NA REGIÃO NORTE DO
ESPÍRITO SANTO

Nome: Amanda Morais Polati
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 23/08/2021
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Santana Coelho Almeida Orientador
Thiago Dias Sarti Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Santana Coelho Almeida Orientador
Luciana Dias de Lima Examinador Externo
Rita de Cássia Duarte Lima Examinador Externo
Thiago Dias Sarti Coorientador

Resumo: Nas últimas décadas, observou-se um aumento expressivo das doenças crônicas na população mundial. Com isso, torna-se necessário uma organização dos serviços de saúde de modo a ofertar um cuidado integral e contínuo aos indivíduos com doenças crônicas, uma vez que são usuários frequentes dos serviços de saúde e necessitam de acessar diversos pontos da rede de atenção, estando mais suscetíveis a vivenciar um cuidado fragmentado. Neste sentido, o desenvolvimento da coordenação do cuidado pela Atenção Primária à Saúde (APS) tem sido considerado um atributo essencial na atenção às pessoas com doenças crônicas. Assim, o objetivo do presente estudo foi compreender o papel da APS na coordenação do cuidado na atenção às pessoas com doenças crônicas. Trata-se de um estudo que utilizou duas abordagens metodológicas: revisão de escopo da literatura, realizada durante o mês de Maio de 2021, nas bases de dados MEDLINE, LILACS, Web of Science e EMBASE; e estudo de abordagem qualitativa, realizado em uma região de saúde do estado do Espírito Santo, onde os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais com gestores e profissionais de saúde, através da utilização de roteiro semiestruturado. Os dados da pesquisa qualitativa foram analisados por meio da técnica de análise temática proposta por Braun e Clarke. A partir da revisão, foi possível identificar algumas barreiras no desenvolvimento da coordenação do cuidado na atenção às pessoas com doenças crônicas, relacionadas à integração entre as distintas equipes e serviços, à responsabilidade pela coordenação do cuidado e à continuidade informacional, considerando a configuração dos serviços de saúde. Na realização da investigação de abordagem qualitativa, os participantes destacaram desafios e esforços relacionados ao desenvolvimento da coordenação do cuidado que atravessam todos os pilares que compõem este atributo (coordenação clínica; coordenação administrativa/organizacional; coordenação da informação), destacando que tais desafios foram intensificados durante o período da pandemia de Covid-19. De maneira geral, foi possível compreender a complexidade no desenvolvimento da coordenação do cuidado na atenção às pessoas com doenças crônicas, sendo necessário intensificar esforços que contribuam para a realização deste atributo. Assim, é indispensável que estratégias que já existem sejam fortalecidas e que propostas inovadoras sejam realizadas tanto no âmbito da macrogestão quanto da microgestão.

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