Participação rizomática: um modo de participação social no Sistema Único de Saúde

Nome: Bruna Ceruti Quintanilha
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 16/02/2012
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maristela Dalbello de Araujo Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Francini Lube Guizardi Examinador Externo
Francis Sodré Examinador Interno
Maristela Dalbello de Araujo Orientador

Resumo: A participação social no Sistema Único de Saúde (SUS) foi consolidada pela lei
8.142/90, que estabelece os Conselhos e as Conferências de Saúde como espaços
institucionalizados para sua efetivação. Com esta lei afirma-se que a interferência do
usuário no SUS é fundamental para sua construção. Porém, percebem-se outras
formas de manifestação da participação; como quando os usuários reclamam dos
serviços, participam da solução dos problemas ou oferecem sugestões. Pode-se
afirmar que estas formas de participação são movimentos de resistência. Resistir é
criar, inventar, produzir novos modos de existência, novas normas para a vida.
Dessa forma, esses movimentos engendram processos de ruptura no modo préestabelecido
de organização e questionam as relações estabelecidas nos serviços.
A resistência, assim como descrita por Foucault, é uma das formas que a população
encontra para participar e interferir nos serviços de saúde. Esses modos de
participação foram denominas nesta dissertação de Participação Rizomática. A partir
disso, propusemo-nos a mapear as formas nas quais esta emerge no cotidiano de
Unidades de Saúde. O cenário eleito para a realização da pesquisa foram as seis
Unidades que compõem a Região de Maruípe, no município de Vitória-ES. Para
tanto, foi utilizada a abordagem qualitativa. Para que se pudessem acompanhar os
movimentos de Participação Rizomática, adotou-se a postura cartográfica. Esta se
relaciona com a postura política que se assume perante os encontros, com a forma
como se estabelecem as relações e como se entende o exercício das as relações de
poder. Os movimentos captados foram registrados no diário de ocorrências e a
análise desses se fez utilizando a Análise de Implicação. A análise da implicação
pressupõe evidenciar os jogos de interesse e poder encontrados no campo da
pesquisa. Os movimentos captados no cotidiano das Unidades pesquisadas foram
percebidos como fazendo parte de três tipos de analisadores: os Ditos, os Não ditos
e os Mal ditos. Destes, os Ditos correspondem aos movimentos de Participação
Rizomática. Percebe-se que esses movimentos causam incômodos, pois forçam os
profissionais de saúde a lidarem com o imprevisível e com os afetos. Na verdade,
este talvez seja o grande nó do SUS: não saber lidar com os afetos e com aquilo
que afeta. Compreendemos que os movimentos de Participação Rizomática devem
ser entendidos como pontos de análise ao que está ocorrendo nos serviços de
saúde, o que possibilita repensar as práticas instituídas no sistema de saúde

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