"O uso de Substância Psicoativa entre Estudantes de Pedagogia da Universidade Federal do Espírito Santo"

Nome: Flávia Batista Portugal
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 03/12/2010
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Marluce Mechelli de Siqueira Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Crispim Cerutti Junior Examinador Interno
Marluce Mechelli de Siqueira Orientador
Sandra Cristina Pillon Suplente Externo

Resumo: O uso de substâncias psicoativas (SPAs) atinge, hoje, proporções intensas, em especial entre universitários tornando-se um dos principais focos de pesquisa no Brasil. Acredita-se que estes estudantes após saírem do Ensino Médio tragam sentimentos positivos pela etapa alcançada a Universidade, entretanto esta nova fase é um período crítico, gerando vulnerabilidade para o consumo de SPAs. Isto é preocupante, em especial, nos acadêmicos de pedagogia, visto que estes em sua vida profissional lidarão constantemente com a temática, e serão modelos para os seus alunos. Deste modo, o presente estudo, tem por objetivo estabelecer o perfil do consumo de SPAs dos estudantes de Pedagogia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Realizou-se um estudo descritivo, transversal e quantitativo. A amostra foi constituída de 215 estudantes do curso de Pedagogia da UFES, matriculados no período de 2010/2. Utilizou-se questionário fechado e anônimo proposto pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD). A análise estatística foi realizada no programa Statistical Package for the Social Science SPSS 17, empregando a análise univariada, a bivariada através do teste do x² e a análise multivariada, através da regressão logística múltipla. Encontrou-se que o álcool e tabaco foram as SPAs com maior uso na vida, com 62,9% e 23,8%, respectivamente. Além disso, o uso na vida de SPAs lícitas esteve associado à religião, enquanto as ilícitas ao sexo e a classe socioeconômica. Estudantes que relataram faltar para dormir/descansar apresentaram maior uso de SPAs lícitas e ilícitas, enquanto aqueles que somente faltavam quando estavam doentes, usaram menos SPAs lícitas. E, os universitários que freqüentam outros lugares e parques, praças e áreas verdes apresentaram maior probabilidade de uso de SPAs. Por fim, espera-se que os resultados obtidos possibilitem a criar estratégias de prevenção para os universitários, bem como possam subsidiar mudanças na grade curricular, de forma a incluir a temática e, consequentemente contribuir com a melhora de vida porá essa população.

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