Em Nome da Promoção à Saúde: Análise das Ações de Macro-Região do Município de Vitória-ES

Nome: Alexandra Iglesias
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 27/03/2009
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maristela Dalbello de Araujo Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Francis Sodré Examinador Externo
Luiz Henrique Borges Examinador Interno
Maristela Dalbello de Araujo Orientador

Resumo: Esta pesquisa se propôs descrever quais são as ações tidas como de Promoção à
Saúde que se desenvolvem nas Unidades de Saúde circunscritas à macrorregião de
Maruípe, no município de Vitória-ES, verificar as concepções que as embasam e as
dificuldades para sua realização. Além disso, desenvolve análise das atividades que
são realizadas em nome da Promoção à Saúde, especificamente em uma US dessa
macrorregião. Examina particularmente as relações que se estabelecem entre
usuários e os profissionais responsáveis por estas ações. Avalia em que momentos
as práticas de Promoção à Saúde alcançam uma potencialização da autonomia dos
sujeitos e aponta aqueles que contribuem para a subjugação aos saberes
especialistas, negando a palavra ao outro, desconsiderando seu saber, ou
desqualificando os modos de vida exercidos pelos usuários. As concepções de
Promoção à Saúde são várias, e incluem tanto atividades dirigidas à transformação
dos comportamentos dos indivíduos, focalizadas na mudança dos estilos de vida,
quanto àquelas que abrangem atividades voltadas para o coletivo e o ambiente
físico, social, político, econômico e cultural, daí a relevância de considerar, no
cotidiano dos serviços, como acontecem tais atividades. Para cumprir os objetivos,
foram realizadas cinco entrevistas individuais com roteiro semi-estruturado com os
profissionais de saúde e duas entrevistas coletivas com os usuários participantes
das ações. O trabalho de campo consistiu no acompanhamento do cotidiano do
serviço durante os meses de julho a outubro de 2008, resultando em
aproximadamente 130 horas de observação de atividades específicas. São
analisadas seis modalidades diferentes de ação tidas como de Promoção à Saúde:
Atividade Física, Grupo Futuro do amanhã: corpo em movimento, Fitoterapia,
Bolsa Família, Ação Anti-Tabagismo e o HIPERDIA. Constata que existe uma
indistinção entre aquilo que se considera ação de Prevenção de Doenças e aquelas
que se configuram como sendo de Promoção à Saúde. Avalia que as possibilidades
de construção de espaços coletivos de troca que contribuam para a edificação de
outros modos de estar no mundo e para o fortalecimento das lutas por melhores
condições de vida e saúde estão virtualmente presentes. Há grande esforço por
parte dos profissionais para a realização das ações coletivas de Promoção à Saúde,
porém as dificuldades e os entraves são inúmeros, o que faz com que tais ações
estejam por vezes esvaziadas de usuários e outras carentes de sentido, tanto para
quem faz quanto para quem participa. Ressalta que há grande verticalização na
eleição das ações que são realizadas pela US, visto que é o poder de indução do
MS e da SEMUS que elegem as prioridades, o que faz com que as ações sejam
realizadas sem planejamento ou avaliação por parte dos profissionais envolvidos. As
relações que se estabelecem entre os usuários e profissionais são
predominantemente verticalizadas, com pouco espaço para falas proporcionado por
estes últimos ou estímulo às trocas entre eles. Prima-se por orientações e
prescrições de condutas tidas como saudáveis e pela insistência na necessidade de
mudança nos estilos de vida, mesmo que os usuários resistam, seja faltando aos
encontros ou afirmando que, ao final, fazem tudo do jeito deles.

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