Eficácia de Medidas de Higiene Bucal sobre a Microbiota Oral Potencialmente Patogênica para Pneumonia Aspirativa em Idosos Residentes em Instituições de Longa Permanência

Nome: Maria Cecília Azevedo de Aguiar
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 31/10/2008
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Elizabete Regina Araújo de Oliveira Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Aloísio Falqueto Examinador Interno
Elizabete Regina Araújo de Oliveira Orientador

Resumo: pneumonia aspirativa é um importante problema de saúde pública, devido à alta
prevalência, altos índices de morbidade, mortalidade, internações e custos
financeiros resultantes, especialmente em indivíduos idosos e institucionalizados. O
objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia in vivo da higiene bucal por meio de
medidas mecânicas isoladas e em associação com clorexidina sobre a microbiota
oral potencialmente patogênica para pneumonia aspirativa (bactérias aeróbias,
Staphylococcus coagulase negativos e Staphylococcus aureus) e sobre o
comportamento clínico da microbiota bucal, através da análise do acúmulo de
saburra lingual, de idosos residentes em instituições de longa permanência. Para
tanto, foi desenvolvido um estudo experimental com 108 sujeitos, divididos em dois
grupos experimentais (A - higiene mecânica associada à aplicação tópica de
gluconato de clorexidina e B - apenas higiene mecânica) e um grupo controle, no
qual nenhuma intervenção foi realizada. No momento inicial, para os três grupos de
estudo, foi avaliado o acúmulo de saburra lingual e aplicado um esfregaço com
swab de gaze dos tecidos bucais, representativo da boca como um todo, para a
realização de culturas e identificação bacteriana pelos procedimentos-padrão. No
dia seguinte, foi iniciada a intervenção nos grupos A e B, com freqüência diária e
duração de 15 dias. Ao final deste período, foram feitas novas avaliações, que se
repetiram após 15 dias sem intervenção. Foram realizadas análises estatísticas
descritivas e analíticas, com níveis de significância de 5% e intervalos de confiança
de 95%. Ao final da intervenção, as medidas de higiene realizadas nos grupos A e
B, em relação ao C, revelaram resultados semelhantes entre si, tendo eficácia
estatisticamente significativa na redução da ocorrência de saburra lingual
(freqüências em A, B e C, respectivamente, 33,3% X 22,6% X 90%, p < 0,001), de
contagem total de aeróbios (medianas em A, B e C, respectivamente, 14,80 X 14,61
X 15,31, p = 0,004) e de Staphylococcus coagulase negativos (medianas em A, B e
C, respectivamente, 2,54 X 2,17 X 3,60, p = 0,005), com retorno dessas variáveis
próximo aos níveis iniciais após 15 dias do término do tratamento. Contudo, a
intervenção não revelou eficácia antimicrobiana sobre S. aureus. Diante do exposto,
conclui-se que não há evidências suficientes para indicar o uso da clorexidina nas
práticas de higiene bucal com vistas à prevenção contra as pneumonias aspirativas
em idosos residentes em instituições de longa permanência, sendo sugeridas, para
tanto, as medidas de natureza mecânica.

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