Análise espacial dos casos notificados de febre amarela no Estado do Espírito Santo

Nome: Priscila Carminati Siqueira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 17/06/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Thiago Nascimento do Prado Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Thiago Nascimento do Prado Orientador

Resumo: Introdução: A febre amarela (FA) é uma doença infecciosa, febril e aguda,
imunoprevinível, transmitida através da picada de mosquitos pertencentes
principalmente aos gêneros Haemagogus e Aedes, encontrados na América e na
África respectivamente. É considerada uma doença endêmica no Brasil (região
amazônica) e na África. Na região extra-amazônica, períodos epidêmicos são
registrados ocasionalmente, caracterizando a reemergência do vírus no País.
Durante o período de 2106/2017 ocorreu à maior epidemia de Febre Amarela (FA)
silvestre nos últimos 80 anos no Brasil, atingindo principalmente os estados da
Região Sudeste onde ocorre a maior concentração populacional, e é a região
economicamente mais desenvolvida do país e apresenta um índice considerável de
infestação pelo Aedes aegypti. Objetivo: Avaliar a distribuição espacial da
completude das fichas de notificação de Febre Amarela (FA), no ano de 2017, no
Estado do Espírito Santo e analisar a difusão dos casos de FA no tempo e no
espaço, na epidemia de 2017 no Estado do ES. Métodos: Trata-se de um estudo
ecológico, com análise espacial por meio do software Arcgis 10.3, dos casos de FA
notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no
período de 2017 no Estado do Espírito santo (ES). Análise de geoestatística foram
utilizados, além de dados descritivos, por meio de tabelas, gráficos e mapas.
Resultados: Foram analisados 78 municípios, destes 49 realizaram notificações de
FA no SINAN. O estudo aponta que 53% dos municípios apresentaram classificação
entre ruim/regular para muitas variáveis da ficha de notificação (classificação final
dos casos (57,14), critério de confirmação (63,26%) e data de encerramento
(26,53%), sendo considerados campos de preenchimento obrigatório das fichas de
investigação. O geoprocessamento demonstrou que a doença amarílica chegou ao
estado do ES pelos municípios vizinhos ao estado de Minas Gerais, seguindo em
direção leste do estado, atingindo o litoral. Apresentou uma maior concentração de
casos e tempo de permanência na região Central e Metropolitana, que apresentam
regiões de mata atlântica. Através da análise geoestatística por Krigagem ordinária,
demonstrou um padrão de continuidade da difusão por contágio. Conclusão:
Nossos resultados destacam a necessidade de melhorar a qualidade da informação
gerada pelos Sistemas de Informações de Saúde, assim como, o

georreferenciamento demonstrou um padrão de continuidade por difusão de
contágio dos casos de FA nos municípios do ES, com um aumento das semanas
epidemiológicas ocorreu um aumento da distância dos casos em relação ao
município de origem.

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