Capacidade Funcional e Fatores Associados em Idosos Após o Acidente Vascular Cerebral Cadastrados pela Estratégia de Saúde da família no Município de Vitória-ES

Nome: Julia Fabres do Carmo
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 20/10/2014
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Elizabete Regina Araújo de Oliveira Co-orientador
Renato Lirio Morelato Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Elizabete Regina Araújo de Oliveira Coorientador
Renato Lirio Morelato Orientador

Resumo: O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial, considerado um dos
maiores desafios da saúde pública contemporânea. O Acidente Vascular Cerebral
apresenta grande impacto na população idosa, já que sua prevalência aumenta com
o avançar da idade. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade funcional e os
fatores associados à incapacidade nos idosos após o Acidente Vascular Cerebral,
cadastrados pela Estratégia de Saúde da Família do município de Vitória - ES.
Estudo transversal, descritivo, incluindo 230 indivíduos selecionados por
amostragem proporcional em 22 territórios de saúde. Para avaliação das variáveis
independentes foi estruturado um questionário com questões sociodemográficas,
condições de saúde, acesso a reabilitação, suporte social, comportamento e
percepção do ambiente físico. Para mensurar a incapacidade foi utilizada a Escala
de Rankin modificada e para o nível de dependência nas atividades básicas e
instrumentais de vida diária foi utilizado respectivamente o Index de Barthel e a
Escala de Lawton. Foram utilizadas estatísticas descritivas, teste de associação pelo
qui-quadrado e regressão múltipla de Poisson. A população era, em sua maioria, do
sexo masculino, com baixa escolaridade, apresentando média de idade de 75 anos.
Foram classificados com incapacidade moderada a grave 66% dos entrevistados e
38% apresentavam dependência severa para realizar as atividades de vida diária. A
incapacidade foi associada positivamente a ter 80 anos ou mais de idade (RP=1,42,
p<0,001), ser analfabeto (RP= 2,3, p = 0,01), autoperceber limitações em mais de 3
funções do corpo (RP=2,21, p<0,001) e perceber barreiras físicas ao sair de casa
(RP=1,55, p<0,001). Enquanto sair de casa diariamente (RP=0,24, p<0,001), visitar
parentes e amigos (RP= 0,39, p<0,001) e praticar atividade física (RP=0,26,
p<0,001) foram inversamente associadas ao desfecho. O estudo mostrou que a
prevalência da incapacidade em idosos após o AVC é alta, sinalizando a
necessidade de desenvolvimento de ações de prevenção, bem como de suporte a
essa população.

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