A Experiência de Mulheres e a Decisão Pelo Aborto Provacado em uma Região do Estado Espírito Santo, Brasil

Nome: Nubia Milanez
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 26/03/2014
Orientador:

Nome Papelordem decrescente
Adauto Emmerich Oliveira Orientador

Banca:

Nome Papelordem decrescente
Roseane Vargas Rohr Examinador Externo
Túlio Alberto Martins de Figueiredo Examinador Interno
Adauto Emmerich Oliveira Orientador
Eliane de Fátima Almeida Lima Suplente Externo
Edson Theodoro dos Santos Neto Suplente Interno

Resumo: O escopo deste trabalho buscou compreender as percepções de mulheres que
passaram pela decisão do aborto provocadona Microrregião de São Mateus (norte
do estado do Espírito Santo, Brasil), a partir do percurso e das interações que se
sustentaram nesse processo. Foram realizadas entrevistas com roteiro
semiestruturado com sete mulheres sobre essa experiência no ambiente domiciliar
dos sujeitos do presente estudo. Os dados foram colhidos em entrevistas abertas e
foram analisados à luz do referencial teórico de autores que discorrem acerca do
tema e também acerca da ciência bioética.O estudo apresenta seis categorias: O
aborto na perspectiva da decisão íntima; o aborto como fonte de revelações de
sentimentos; o contemplar peremptório da atitude;técnicas empregadas na
intencionalidade e no ato de abortar; sustentando a decisão pelas relações
comunitárias; e conteúdos e confidências femininas. A experiência das mulheres foi
marcada poruma diversidade de sentimentos, como tristeza, culpa, arrependimento,
desespero e dor emocional, todavia, também, pelo alívio com o fim da gravidez e do
risco de morte. Angústia adicional foi condicionadaa partir da percepção de fatores
contribuintes da decisão, como falta de condições financeiras, falta de apoio da
família ou do parceiro e instabilidade no relacionamento com parceiro. Este estudo
também sinalizou que o caráter cultural e histórico da gestação, no sentido da norma
social, faz-se presente nas mulheres que vivenciam o aborto provocado; demonstrou
que as mulheres do presente estudo encontram-se à margem das políticas públicas
e de saúde; assinalou que os programas de planejamento familiar ou de saúde
reprodutiva deveriam ser estruturados de forma a ajudar também a lidar com
problemas de destituição social, econômica e educacional dessa população
vulnerada, no sentido de que essas mulheres ultrapassem a proteção social básica e
sejam amparadas por serviços de saúde, que constituam espaços equânimes de
escuta, orientação e resolução.

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