Análise espacial do padrão de introdução e disseminação da dengue nos municípios do Espírito Santo.

Nome: Thaiana de Mattos Varejão
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 25/06/2013
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Crispim Cerutti Junior Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Crispim Cerutti Junior Orientador

Resumo: O número de municípios infestados pelo Aedes aegypti no Estado do Espírito Santo
vem aumentando gradativamente, levando a altas taxas de incidência de dengue ao
longo dos anos. Apesar das tentativas de combate à doença, esta se tornou uma
das maiores preocupações na saúde pública do Estado. Este estudo se propõe a
descrever a dinâmica da expansão da doença no Estado a partir da associação
entre variáveis ambientais e populacionais, utilizando dados operacionalizados por
meio de técnicas de geoprocessamento. O estudo utilizou como fonte de dados a
infestação pelo mosquito vetor e o coeficiente de incidência da doença, as distâncias
rodoviárias intermunicipais do Estado, a altitude dos municípios e as variáveis
geoclimáticas (temperatura e suficiência de água), incorporadas a uma ferramenta
operacional, as Unidades Naturais do Espírito Santo (UNES), representadas em um
único mapa operacionalizado em Sistema de Informação Geográfica (SIG), obtido a
partir do Sistema Integrado de Bases Georreferenciadas do Estado do Espírito
Santo. Para análise dos dados, foi realizada a Regressão de Poisson para os dados
de incidência de dengue e Regressão Logística para os de infestação pelo vetor. Em
seguida, os dados de infestação pelo mosquito e incidência de dengue foram
georreferenciados, utilizando como ferramenta operacional o SIG ArcGIS versão 9.2.
Observou-se que a pluviosidade é um fator que contribui para o surgimento de
mosquito em áreas não infestadas. Altas temperaturas contribuem para um alto
coeficiente de incidência de dengue nos municípios capixabas. A variável distância
em relação a municípios populosos é um fator de proteção para a incidência da
doença. A grande variabilidade encontrada nos dados, que não é explicada pelas
variáveis utilizadas no modelo para incidência da doença, reforça a premissa de que
a dengue é condicionada pela interação dinâmica entre muitas variáveis que o
estudo não abordou. A espacialização dos dados de infestação pelo mosquito e
incidência de dengue e as Zonas Naturais do ES permitiu a visualização da
influência das variáveis estatisticamente significantes nos modelos utilizados no
padrão da introdução e disseminação da doença no Estado.

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