ANÁLISE DA RECIDIVA LOCAL DO CÂNCER DE MAMA EM MULHERES SUBMETIDAS À CIRURGIA CONSERVADORA.

Nome: Juliana Rodrigues Tovar Garbin
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 27/03/2013
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Helena Costa Amorim Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Helena Costa Amorim Orientador

Resumo: Introdução: A cirurgia conservadora já é considerada procedimento de escolha quando a mulher é acometida por um tumor em estágio inicial. Em consequência desta conservação do tecido mamário, a recorrência local do câncer é uma crescente preocupação. Objetivos: Descrever o perfil sociodemográfico e clínico das mulheres com recidiva local do câncer de mama, submetidas à cirurgia conservadora no Hospital Santa Rita de Cássia/Afecc, Vitória- ES, cadastradas no período de Janeiro de 2000 a Dezembro de 2010, examinar a associação entre as variáveis clínicas e sociodemográficas e a incidência de recidiva local e analisar a sobrevida livre da recidiva local dessas mulheres. Metodologia: Foram realizados dois estudos: o primeiro trata-se de um estudo de coorte retrospectiva e o segundo refere-se a um estudo de sobrevida com a utilização de dados secundários. A amostra compôs-se por 880 casos de mulheres com diagnóstico de câncer de mama e atendidas no Hospital Santa Rita de Cássia/Afecc. Utilizou-se o método Kaplan-Meier e o modelo multivariado de riscos proporcionais de Cox, enquanto testou-se a significância estatística pelo método log-rank. Resultados: A recidiva ocorreu em 60 pacientes (6,8%) e a média do tempo entre a cirurgia e a recidiva de 35,5 meses. Na análise multivariada do estudo de sobrevida livre de recidiva local, identificou-se relação de risco para a faixa etária até 39 anos (p=0,083 e HR=6,19), comprometimento positivo das margens cirúrgicas (p=0,001 e HR= 3,49) e Her-2 positivo (P=0,033 e HR=1,89). Conclusões: A seleção de cada paciente para a conduta mais adequada deve ser feita cuidadosamente, de forma a estabelecer as principais características sociodemográficas e clínicas que possam auxiliar na escolha do melhor tratamento. Do mesmo modo, a escolha da melhor técnica cirúrgica é fundamental no sentido de reduzir os gastos com tratamentos de resgate e diminuir o sofrimento físico e psicológico da mulher.

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