Epidemiologia da Tuberculose Multidroga Resistente no Brasil

Nome: Lorrayne Beliqui Cosme
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 30/09/2016
Orientador:

Nomeordem crescente Papel
Ethel Leonor Noia Maciel Orientador

Banca:

Nomeordem crescente Papel
Margareth Maria Pretti Dalcolmo Examinador Externo
Ethel Leonor Noia Maciel Orientador
Eliana Zandonade Examinador Interno

Resumo: Os objetivos desse estudo foram descrever a distribuição espaço temporal da TBMDR
no Brasil no período de 2007 a 2012, além de descrever as características clínicas e
epidemiológicas e analisar os fatores associadas aos desfechos de tratamento dos
indivíduos com TBMDR entre os anos de 2007 a 2013, no Brasil. Os dados utilizados
são provenientes do Sistema de Informação de Tratamentos Especiais da tuberculose
disponibilizado pelo Ministério da Saúde e dados do Departamento de Informática do
Sistema Único de Saúde . Inicialmente foi realizado uma prevalência dos casos de
TBMDR sobre os casos totais de TB para análise espaço temporal. Entre 2007 e 2013,
foram comparados os desfechos de tratamento para TBMDR com características
clínicas e epidemiológicas dos indivíduos por um modelo hierárquico de regressão
logística multinomial, no qual o sucesso (cura + tratamento completo) foi o desfecho de
referência. Os resultados mostraram que houve um crescimento na prevalência da
TBMDR no Brasil ao longo do período de tempo. Além disso, 57% dos indivíduos
notificados com diagnóstico de TBMDR apresentaram sucesso ao final do tratamento,
20% abandonaram, 10% foram considerados falidos e 13% encerraram como óbito.
Foram relacionados aos piores desfechos do tratamento da TBMDR: moradores da
Região Nordeste (OR 1,45 IC 95% 1,10-1,90), indivíduos com histórico de abandono
(OR 1,97 IC 95% 1,42-2,73), falidos de tratamento (OR 3,29 IC 95% 2,15-5,04)
classificados como resistentes adquiridos (OR 1,61 IC 95% 1,02-1,81), usuários de
drogas (OR 3,87 IC 95% 3,01-4,97), tratamento prévio para TB (OR 1,55 IC 95% 1,02-
2,36) e aqueles que receberam outros tipos de tratamento (OR 1,36 IC 95% 1,42-2,73).
Conclusão: Este estudo retrata o panorama da TBMDR no Brasil. O perfil clínico e
epidemiológico da doença assemelha-se a outros países. É de suma importância à
ampliação e melhoria da capacidade diagnóstica laboratorial da tuberculose
multirresistente no país. O diagnóstico baseado em teste de sensibilidade aos fármacos
possibilita a melhor escolha dos esquemas de tratamentos e com isso melhorar as
taxas de sucesso. Além disso, o tratamento precoce evita a circulação das cepas
resistentes na população

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