Análise espaço-temporal da mortalidade por esclerose múltipla no Brasil

Nome: Letícia Chagas de Oliveira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 12/05/2016
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
ELIZABETE REGINA A DE OLIVEIRA Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ELIZABETE REGINA A DE OLIVEIRA Orientador

Resumo: A esclerose múltipla é uma doença inflamatória neurológica, crônica, do sistema
nervoso central. É desencadeada por fatores ambientais em indivíduos geneticamente
suscetíveis, a qual acomete principalmente adultos jovens, na faixa etária dos 20 aos
40 anos. Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico da população de óbitos por
esclerose múltipla com ano de óbito entre 2000 a 2012, segundo sexo, faixa etária,
escolaridade e estado civil nas 5 regiões brasileiras; Analisar a tendência da
mortalidade por esclerose múltipla no Brasil, segundo local de residência, sexo e faixa
etária no período de 1980 a 2013;Realizar uma análise espacial dos casos de óbitos
por esclerose múltipla notificados no Brasil segundo o local de residência, no período
de 2009 a 2013. Metodologia: estudo ecológico misto de dados secundários de
saúde, com enfoque em três etapas: descritiva, análise espacial e análise temporal
(tendência) dos dados. Foram estudados todos os óbitos por esclerose múltipla no
Brasil notificados no SIS/DATASUS, CID9 categoria 340 para os anos de 1980 a 1995
e CID10 categoria G-35 para os anos de 1996 a 2013, com um total de 4016 casos.
Para análise de dados da tendência utilizou-se regressão linear simples e múltipla,
teste Z com intervalo de significância de 95% e o programa STATA versão 12; para a
análise espacial foram utilizados o índice de Moran Local e Global para identificação
das áreas de risco deste agravo segundo os Estados. O software utilizado foi o
Terraview 4.2.0. Resultados: Dos 4016 óbitos observados de 2000 a 2012 59,8%
(2.402) foram do sexo feminino, 67,9% (2.728) de cor branca e 44,6% (1.792) eram
casados. A tendência de morte se mostrou crescente em todas as dimensões
analisadas. A análise espacial mostrou um padrão de distribuição espacial se
concentrando na região sul e sudeste do Brasil. Considerações Finais: o perfil de
óbitos por esclerose múltipla no Brasil segue o padrão do perfil de outros países,
porém sua mortalidade crescente vai de encontro a dos países desenvolvidos, seu
padrão espacial sugere, assim como em outros estudos, a mediação de um importante
fator ambiental que é a incidência de luz solar, porém no Brasil temos poucos estudos
sobre a temática.

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