Estresse ocupacional e auto-avaliação do estado de saúde: um estudo em bancários

Nome: Glenda Blaser Petarli
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 18/03/2014
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Eliana Zandonade Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Eliana Zandonade Orientador
Luciane Bresciani Salaroli Coorientador
Nagela Valadão Cade Examinador Interno

Resumo: As reestruturações dos processos de trabalho acarretaram impactos profundos no setor bancário, com consequente redução da empregabilidade, precariedade nas relações de trabalho, e consequente adoecimento de seus principais atores. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi estimar a prevalência de estresse ocupacional e de autoavaliação negativa de saúde em funcionários de uma rede bancária da grande Vitória/ES e verificar a associação destas variáveis com características socioeconômicas, demográficas, antropométricas, características do trabalho, hábitos de vida e condição de saúde. Foi realizado um estudo transversal com base em dados de 525 bancários, com idade entre 20 e 64 anos, de ambos os sexos. O estresse ocupacional foi avaliado utilizando-se a versão reduzida e adaptada para o Brasil da Job Stress Scale. Verificou-se que a maioria dos bancários pertenceu ao quadrante de trabalho passivo (34,4%, n=179) considerado quadrante de risco intermediário ao estresse ocupacional. Entre as variáveis investigadas, a classe socioeconômica (p=0,008), estado civil (p=0,015), cargo/função (p=0,001), tempo de trabalho no banco (p=0,038), horas de trabalho diário (p=0,001) e o apoio social (p=0,001) estiveram associadas aos quadrantes de Karasek. Em relação à auto-avaliação de saúde, 17% (n=87) dos bancários autoavaliaram seu estado de saúde como regular ou ruim. Estiveram associadas à pior autoavaliação de saúde o reduzido nível socioeconômico (OR 1,80; IC 1,06 -3,05), o estilo de vida sedentário (OR 2,64; IC 1,42 4,89), o excesso de peso (OR 3,18 ; IC 1,79 5,65), assim como o baixo apoio social (OR 3,71 ; IC 2,10 6,58), e especialmente a presença de doenças crônicas autorreferidas (OR 5,49, 2,46 - 12,27). Estes resultados podem subsidiar ações organizacionais de promoção à saúde do trabalhador, com vistas à redução dos fatores relacionados ao aumento do estresse ocupacional e a pior percepção de saúde.

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