O impacto da exposição a experiências adversas na infância na ocorrência de dor crônica e depressão na vida adulta

Nome: Flávia Garcia Pereira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 28/02/2014
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Carmen Moldes Viana Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Carmen Moldes Viana Orientador
MARIA HELENA MONTEIRO DE BARROS MIOTTO Examinador Interno
Valéria Valim Cristo Examinador Externo

Resumo: A associação entre experiências adversas na infância e o desencadeamento de depressão ou
dor crônica na vida adulta tem sido documentada, assim como a relação entre os sintomas de
dor crônica e depressão. No entanto, há poucos estudos avaliando o papel da exposição a
experiências adversas na infância na ocorrência dessa comorbidade. O objetivo deste trabalho
é avaliar a influência da exposição a experiências adversas na infância na ocorrência de dor
crônica, de depressão e na comorbidade dor crônica e depressão na vida adulta, em uma
amostra da população geral adulta (maiores de 18 anos) residente na Região Metropolitana de
São Paulo, Brasil. Os dados são resultantes do Estudo Epidemiológicos dos Transtornos
Mentais São Paulo Megacity. Os respondentes foram avaliados usando a versão desenvolvida
para o Estudo Mundial de Saúde Mental do Composite International Diagnostic Interview da
Organização Mundial da Saúde (WMH-CIDI), que é composto por módulos clínicos e nãoclínicos
provendo diagnósticos de acordo com os critérios do Manual Diagnóstico e
Estatístico dos Transtornos Mentais 4ª edição (DSM-IV). Um total de 5.037 indivíduos foi
entrevistado, com uma taxa global de resposta de 81,3%. Foram realizadas análises descritivas
para médias e proporções, e associações (Razões de Chances OR) entre experiências
adversas na infância, dor crônica e depressão através de regressão logística. Todas as análises
foram realizadas através do programa estatístico Data Analysis and Statistical Software
versão 12.0 (STATA 12.0), com testes bi-caudais com nível de significância de 5%. Uma
elevada taxa de prevalência de dor crônica (31%, Erro Padrão [ER]=0.8) foi encontrada, Dor
Crônica esteve associada aos transtornos de ansiedade (OR=2,3; 95% IC=1,9 3,0),
transtornos de humor (OR=3,3; IC=2,6 4,4) em qualquer transtorno mental (OR=2,7; 95%
IC=2,3 3,3). As adversidades na infância estiveram fortemente associadas aos respondentes
com dor crônica e depressão concomitante, principalmente quanto ao abuso físico (OR=2,7;
95% IC=2,1 3,5) e sexual (OR=7,4; 95% IC=3,4 16,1).

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