Percepção materna do estado nutricional e qualidade da dieta: um estudo com escolares de 07-10 anos

Nome: Luana da Silva Baptista Arpini
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 16/12/2013
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria del Carmen Bisi Molina Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Luciane Bresciani Salaroli Coorientador
Maria del Carmen Bisi Molina Orientador
Nagela Valadão Cade Examinador Interno

Resumo: Trata-se de uma dissertação de mestrado sobre a percepção materna do estado nutricional de
crianças de 7 a 10 anos, estruturada em três manuscritos. O primeiro manuscrito é uma
revisão sistemática de literatura cujo objetivo é investigar a relação entre a percepção materna
do peso corporal do filho e a alimentação infantil. Os resultados evidenciaram que a
percepção materna influencia as práticas de controle alimentar infantil, bem como, a
preocupação materna com o peso da criança pode ser um fator mediador dessa associação. O
segundo manuscrito, de delineamento transversal, com 518 crianças de 7 a 10 anos, tem por
objetivo estudar a correspondência entre a percepção materna (PM) e o estado nutricional
(EN) dos escolares da região rural do Espírito Santo. Para analisar essa relação entre a PM e o
EN foi utilizado o teste kappa (k) ajustado pela prevalência e para a associação dos preditores
da PM os testes qui-quadrado e exato de Fisher na análise univariada e a regressão logística
multinomial na análise multivariada. Os resultados evidenciaram maior e menor concordância
para magreza e obesidade, respectivamente. 67% das mães perceberam o estado nutricional de
seus filhos correspondente ao classificado pelo IMC, 30% subestimaram e 3%
superestimaram o estado nutricional da criança. Foi encontrada concordância substancial entre
a PM e o EN, sendo o sexo masculino e a preocupação materna os fatores associados. O
terceiro manuscrito, de abordagem seccional, objetivou analisar a relação entre a percepção
materna do estado nutricional do filho e a qualidade da dieta de uma amostra de 1788
escolares (1.272 da região urbana e 516 da região rural do Espírito Santo), oriundos dos
projetos Saúdes Vitória e Saúdes Santa Maria de Jetibá. O teste qui-quadrado foi usado
para determinar as diferenças de proporção entre os grupos e a regressão logística multinomial
para ajuste. Em ambas regiões, maiores percentuais de baixa qualidade da dieta foram
encontrados. Raça/cor (preto/pardo), classe socioeconômica (C e D+E) e escolaridade
materna (baixa e intermediária) estiveram associados à baixa qualidade da dieta, nesta
população. Conclui se, neste manuscrito, que os determinantes socioeconômicos
influenciam diretamente na qualidade da dieta dos escolares, todavia, não foi encontrada
associação entre a concordância da percepção materna com o diagnóstico do estado
nutricional.

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