Estado Nutricional e Fatores Associados: um Estudo Com Crianças de 7 a 10 Anos Matriculadas em Escolas Públicas e Privadas de Vitória/es.

Nome: Carolina Perim de Faria
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 23/04/2008
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria del Carmen Bisi Molina Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Eliana Zandonade Examinador Interno
Gilberto Kac Examinador Externo
Maria del Carmen Bisi Molina Orientador

Resumo: O excesso de peso na infância, ao longo das últimas duas décadas, assumiu papel
de destaque na agenda de saúde pública em todo o mundo, afetando
proporcionalmente países desenvolvidos e aqueles em desenvolvimento. Assim
como na idade adulta, o sobrepeso na infância está associado a diversas
complicações como diabetes tipo II, hipertensão, dislipidemias, problemas
ortopédicos, dentre outras complicações de ordem física, emocional e social. Com
objetivo de determinar a prevalência de sobrepeso e os fatores associados em
crianças de 7 a 10 anos de idade foi realizado estudo de base escolar no município
de Vitória-ES. A amostra foi constituída por 1.282 crianças de um universo
aproximado de 18.500 matriculadas nas redes pública e privada de ensino de
Vitória/ES. A amostra foi calculada baseando-se em prevalência esperada de
sobrepeso de 20%, erro amostral de 3% e nível de significância de 5%. Dados
antropométricos e de hábitos de vida foram coletados durante visita às escolas.
Pais/responsáveis das crianças receberam questionário focado em tópicos
socioeconômicos, de saúde da criança e familiares, hábitos alimentares e atividade
física. Foi determinado o estado nutricional das crianças, utilizando o índice de
massa corporal (IMC). O sobrepeso foi identificado quando IMC≥P85 da referência
NCHS (2000). Os testes t-student e qui-quadrado foram utilizados para avaliar
diferenças entre médias e proporções das variáveis estudadas. A associação entre
sobrepeso e preditores foi expressa como razão de chances. Foram inseridas no
modelo hierarquizado de regressão logística todas as variáveis que alcançaram pvalor
≤ 0,10. O nível de significância para os demais testes foi estabelecido em
α=0,05 e IC95%. Foi encontrada uma prevalência de sobrepeso de 23,2%, sem
diferenças entre escolas (privada ou pública), sexo ou faixa etária. Na análise
multivariada sobrepeso paterno (RC 1,62 IC95% 1,04-2,51), macrossomia fetal
(RC 4,67 IC95% 1,65-13,22), ser unigênito (RC 1,92 IC95% 1,2-3,05) e
escolaridade materna superior (RC 0,45 IC95% 0,22-0,93) mantiveram associação
estatística com o desfecho. Conclui-se que a prevalência de sobrepeso em Vitória
está acima dos valores médios nacionais encontrados em estudos recentes,
apresentando-se como um problema de saúde pública no município. Ações para
controle do aumento do sobrepeso nesta faixa etária são urgentes, bem como a
implementação da proposta de promoção de alimentação saudável e atividade física
em todas as faixas etárias.

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