Análise de sobrevida de pacientes com câncer de mama atendidas no Hospital Santa Rita de Cássia, na Cidade de Vitória, Espírito Santo.

Nome: Cristina Arthmar Mentz Albrecht
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 21/03/2011
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Helena Costa Amorim Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Helena Costa Amorim Orientador

Resumo: câncer de mama é uma doença de elevada e crescente incidência, e
seu tratamento tem repercussões psicológicas e físicas na cura e reabilitação das
mulheres acometidas. Nesse sentido, a análise de sobrevida permite refletir o
estágio dessa doença, a disponibilidade dos serviços de saúde à população e a
efetividade do tratamento adotado. Objetivos: Descrever o perfil das mulheres
diagnosticadas com câncer de mama que receberam tratamento no Hospital Santa
Rita de Cássia no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2005; estimar o tempo
de sobrevida em pacientes com câncer de mama e examinar a relação entre
sobrevida e variáveis socioeconômicas, demográficas e clínicas. Métodos: Foram
realizados três estudos: um de perfil classificado como observacional descritivo de
natureza transversal; de mortalidade que se mostrou observacional descritivo de
natureza longitudinal; e um estudo de sobrevida de mulheres diagnosticadas com
câncer de mama e atendidas no Hospital Santa Rita de Cássia no período de 1º de
janeiro de 2000 a 31 de dezembro de 2005. Dentre os 1086 casos analisados,
identificaram-se 280 eventos de morte e sobrevida de 74,2% em cinco anos. Para
se determinar a sobrevida geral e por estrato, utilizou-se o método Kaplan-Meier.
Verificou-se o efeito independente das variáveis pelo modelo multivariado de riscos
proporcionais de Cox, enquanto testou-se a significância estatística pelo método logrank.
Para a análise utilizou-se o programa Statistical Package of Social Science,
versão 18.0. Resultados: A análise com Hazard ratio bruto apontou para maior risco
associado a: (i) baixo grau de instrução; (ii) encaminhamento proveniente do
Sistema Único de Saúde; (iii) receptores de estrógeno, progesterona e marcador
tumoral c-erbB-2 positivos; (iv) marcador tumoral P53 negativo; (v) estadiamento
avançado; (vi) presença de metástase e, (vii) recidiva. Na análise multivariada,
apenas estadiamento e metástase apresentaram relação com sobrevida.
Conclusão: A relação entre mortalidade e estadiamento ratifica a necessidade do
diagnóstico precoce da doença. Dessa forma, observou-se que a conscientização da
população feminina quanto às medidas de detecção precoce e à garantia de acesso
aos serviços de saúde mostram-se fundamentais para que o diagnóstico ocorra no
estadio inicial da doença e promova maior sobrevida.

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