Prevalência de Pressão Arterial Elevada e Fatores Asssociados em Crianças de um Municipío Rural do Espírito Santo

Nome: Gabriela Callo Quinte
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 11/04/2011
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria del Carmen Bisi Molina Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Jose Geraldo Mill Examinador Externo
Luciana Carletti Examinador Interno
Maria del Carmen Bisi Molina Orientador
Nagela Valadão Cade Suplente Interno
Sergio Lamego Rodrigues Suplente Externo

Resumo: A hipertensão arterial é o fator de risco cardiovascular de maior prevalência nos
países desenvolvidos e em desenvolvimento. Estudos epidemiológicos têm
mostrado aumento da incidência de hipertensão em crianças e ainda uma forte
associação entre pressão arterial(PA) elevada na infância com desenvolvimento de
hipertensão na vida adulta. Devido à carência de dados sobre a prevalência de
hipertensão em crianças moradoras em área rural, foi considerado importante
estimar a prevalência de PA elevada e os fatores associados em escolares de 7 a 10
anos de um município rural do Espírito Santo, assim como comparar prevalências
obtidas por diferentes protocolos para determinação da PA casual. Foi realizado
estudo transversal de base escolar em 901 crianças de 7 a 10 anos matriculadas em
45 escolas de Santa Maria de Jetibá. A PA foi aferida em visita única usando-se o
método oscilométrico (Omron HEM-705CP). O cálculo da PA casual foi feita por 3
protocolos. Valor médio das duas medidas, segundo a IV Diretrizes Brasileiras de
Hipertensão, valor médio dos dois menores das três medidas e o valor mais baixo
obtido. Foi determinado o percentil de estatura/idade e sexo e utilizada tabela de
referência de percentil para identificação de PA elevada (>P95). Os dados são
apresentados como média ± desvio padrão. Foi realizada a análise bivariada (quiquadrado)
e adotado modelo de regressão logística (significância de 0,05%). Foi
observada diferença significativa entre as médias de PA sistólica (PAS) e diastólica
(PAD) obtidas pelos três diferentes protocolos. A prevalência da PA elevada foi de
16,2% (IC95%: 13,7;18,6), no primeiro protocolo, 12,0% (IC95% 9,8; 14,2%) no
segundo e 8,4% (IC95%: 6,6;10,2) no terceiro protocolo. Mantiveram-se como fatores
associados à pressão arterial elevada: excesso de peso (OR:1,95, IC95%: 1,07;3,58)
e área rural(OR:2,15, IC95%: 1,23; 3,76). A prevalência de PA elevada difere ao se
utilizar diferentes protocolos para cálculo da PA casual. O excesso de peso e morar
na área rural são fatores que aumentam a probabilidade das crianças apresentarem
pressão arterial elevada. Sugere-se a utilização da medida mais baixa para estimar
prevalência de PA elevada quando em visita única. Além disso, promoção da saúde
deve ser realizada para enfrentar novos desafios que emergem também no contexto
de vida de populações rurais

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