Determinantes da Pressão Arterial Elevada em Crianças: um Estudo de Caso-controle em Vitória-es

Nome: Anna Paula Coelli Riani
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 14/04/2010
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria del Carmen Bisi Molina Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Luciana Carletti Examinador Externo
Maria del Carmen Bisi Molina Orientador
Nagela Valadão Cade Examinador Interno

Resumo: A Hipertensão Arterial (HA) se constitui em um dos maiores problemas de saúde pública em todo mundo pelo seu forte impacto na morbi-mortalidade cardiovascular. Estudos clínicos e epidemiológicos têm demonstrado que a HA tem alcançado fases precoces da vida e subsidiam a hipótese de que a elevação da pressão arterial realmente começa na infância. Diferentemente do adulto, no qual os determinantes para o desenvolvimento da HA estão bem estabelecidos, em crianças são pouco compreendidos e, por vezes, conflitantes nos diversos estudos presentes na literatura. Este trabalho teve como objetivo identificar fatores preditores da ocorrência da pressão arterial elevada em crianças de 7 a 10 anos. Foi realizado um estudo do tipo caso-controle a partir de uma amostra representativa de crianças de 7 a 10 anos da cidade de Vitória/ES. O grupo de casos foi constituído por 159 crianças com pressão arterial elevada (PA sistólica ou PA diastólica acima ou igual ao percentil 95) e o de controles por 636 crianças com PA em níveis normais (PA abaixo do percentil 90), perfazendo um total de 795 crianças. Foi realizado pareamento das crianças por idade e sexo. Foram estudadas variáveis sócio-demográficas (raça/cor, tipo de escola, classificação socioeconômica e escolaridade da mãe) e referentes às crianças (excesso de peso, peso ao nascer, idade gestacional, aleitamento materno exclusivo, tempo em atividades físicas sedentárias, tempo diário de atividade física, número de horas de sono por dia e exposição ao tabaco). Diferenças significativas entre casos e controles foram observadas para idade gestacional (RC= 1,8 IC95%1,03,0; p=0,038), tipo de escola (RC= 1,9 IC95%1,1-3,2; p=0,021) e exposição ao tabaco (RC= 0,5 IC95%0,30,8; p=0,005). Crianças nascidas prematuras ou que estudam em escola pública apresentam duas vezes mais chances de ter pressão arterial elevada e crianças cujas mães não fumam (RC= 0,5 IC95%0,3 0,8; p=0,005) possuem 50% menos chances de apresentarem níveis pressóricos elevados.

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