Risco Ocupacional dos Agentes Comunitários de Saúde Envolvidos no Controle da Tuberculose no Município de Cachoeiro de Itapemirim

Nome: Tiago Ricardo Moreira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 24/10/2008
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ethel Leonor Noia Maciel Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Eliana Zandonade Examinador Interno
Ethel Leonor Noia Maciel Orientador
REYNALDO CAMPOS SANTANA Examinador Externo

Resumo: O contato com paciente com tuberculose configura-se em um risco aumentado de
contaminação para os profissionais de saúde envolvidos. Com o objetivo de avaliar o
risco ocupacional dos Agentes Comunitários de Saúde envolvidos no controle da
Tuberculose no Município de Cachoeiro de Itapemirim-ES uma coorte prospectiva foi
iniciada em abril de 2007 e concluída em maio de 2008 composta por Agentes
Comunitários de Saúde expostos ou não a pacientes com tuberculose no período de
suas atividades profissionais. A incidência da viragem nos dois grupos foi alta
correspondendo a 41,67% no grupo dos expostos e 13,51% no grupo dos não
expostos. O risco anual de infecção foi de 52,8% no grupo dos expostos e 14,4% no
grupo dos não expostos. Observou-se relação significante entre viragem
tuberculínica e exposição ao paciente com tuberculose (RR= 3,08 IC95% 1,201
7,914)demonstrado pela realização de visitas domiciliares (coeficiente correlação de
Pearson 0,370 significância 0,003) e acompanhamento de pacientes com
tuberculose no decorrer de seu trabalho (coeficiente correlação de Pearson 0,383
significância 0,002). O treinamento dos ACS não foi capaz de sustentar
permanentemente o conhecimento dos mesmos sobre os sintomas da tuberculose e
sua forma de contágio. Somente a variável realização de busca ativa está
relacionada à capacitação anterior (RR=1,55 IC95% 1,06 2,30). A implementação
de medidas administrativas de biossegurança de rotina, entre as quais a prova
tuberculínica, devem ser priorizadas, considerando o alto risco de TB entre os ACS.
Os ACS devem ser incluídos em processos de Educação Permanente em Saúde
(EPS) que tenham impacto significativo na incidência da doença nesses
profissionais.

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