Sintomáticos Respiratórios na População Que Busca Atendimento nas Unidades Básicas de Saúde no Município de Vitória, Espírito Santo.

Nome: Claudia Maria Marques Moreira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 20/08/2008
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Eliana Zandonade Orientador
Ethel Leonor Noia Maciel Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Aloísio Falqueto Examinador Interno
Antonio Ruffino Netto Examinador Externo
Eliana Zandonade Coorientador
Ethel Leonor Noia Maciel Orientador

Resumo: O controle da tuberculose (TB) é definido como prioridade entre as políticas de
saúde no Brasil, com ações a serem realizadas em todos os níveis de complexidade
do Sistema Único de Saúde. O acesso ao diagnóstico precoce da doença, no nível
da Atenção Primária, é uma das ações estratégicas definidas pelo Ministério da
Saúde (MS), sendo necessária a identificação e exame por baciloscopia dos
sintomáticos respiratórios (SR) (Indivíduo maior de 15 anos com tosse produtiva
há mais de 03 semanas). O MS estima uma proporção de 5% de sintomáticos
respiratórios entre os consultantes de primeira vez nos serviços de saúde. Conhecer
a proporção de SR nos níveis locais da assistência à saúde da população é
importante, pois serve de parâmetro para o planejamento das ações do Programa de
Controle da Tuberculose no município. Esta pesquisa objetiva estimar a proporção
de sintomáticos respiratórios na população maior de 15 anos, que busca
atendimento nas Unidades Básicas de Saúde do município de Vitória, Espírito
Santo. Trata-se de um estudo seccional, descritivo, cujos dados foram coletados
junto à população maior de 15 anos de idade, de ambos os sexos, atendida em 18
Unidades Básicas de Saúde. Foram entrevistados 603 consultantes, identificando-se
164 que relataram apresentar tosse, sendo que 24 (4,0%) se enquadraram como
sintomáticos respiratórios. A referência a tosse como motivo de consulta esteve
presente em 29% dos SR. Dos 24 SR encontrados neste estudo, nove (37,5%)
colheram pelo menos uma amostra de escarro, todas negativas. Os resultados
mostraram que o percentual de SR na demanda das UBS do município de Vitória foi
de 4%, próximo ao estimado pela matriz programática do MS. A maioria dos SR não
havia buscado a Unidade de Saúde pelo sintoma tosse, mostrando que a detecção
passiva, isto é, a identificação do SR quando este busca o diagnóstico, pode não
levar ao alcance da meta do MS ou à deste estudo. Foi observada também a
distribuição desigual dos SR entre as Regiões de Saúde, mostrando a necessidade
da adoção de diferentes estratégias para sua identificação, nos diferentes territórios.
Este estudo pode servir de ponto de partida no planejamento das ações de busca de
SR, norteando as ações de controle da TB no município de Vitória.

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