Estresse, Estressores e Estratégias de Enfrentamento de Família de Mulheres Acometidas por Câncer de Mama

Nome: Ariana Nogueira do Nascimento
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 02/06/2008
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Denise Silveira de Castro Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Denise Silveira de Castro Orientador
Esdras Guerreiro de Vasconcellos Examinador Externo
Maria Helena Costa Amorim Examinador Interno

Resumo: O adoecimento de um membro da família provoca alterações na sua dinâmica, e
frente ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de mama, ela enfrenta uma
seqüência de tensões que interferem na unidade familiar. Visando compreender
esse processo, realizou-se este estudo que teve como objetivos: caracterizar o
familiar de mulheres acometidas por câncer de mama; avaliar os sintomas de
estresse, segundo o nível, a freqüência e a intensidade; relacionar o nível de
estresse do familiar com as variáveis da paciente (idade, estadiamento, tipo de
tratamento e tempo de tratamento) e do próprio familiar (idade, sexo, cor/raça,
estado civil, anos de estudo, procedência, religião, ocupação, grau de parentesco e
experiência anterior de um membro acometido por câncer); descrever os estressores
e identificar as estratégias de enfrentamento desses familiares. Trata-se de um
estudo exploratório e descritivo, desenvolvido no Ambulatório Ilza Bianco - Hospital
Santa Rita de Cássia, em especial no PREMMA, em Vitória-ES, de agosto a
dezembro de 2007, com 200 familiares de mulheres acometidas por câncer de
mama. Os instrumentos usados foram Inventário de caracterização da paciente e do
familiar, Lista de Sintomas de Stress (LSS/VAS), Descrição dos Estressores e
Inventário de Estratégias de Coping de Lazarus e Folkman. Para os dados
quantitativos foi realizada a análise descritiva, através de cálculos percentuais,
mediana, média e desvio-padrão, com o auxílio do programa SPSS versão 11.0, e
aplicação dos testes Qui-quadrado e teste de Fisher para a verificação de relações
estatísticas entre as variáveis da mulher, do familiar e o nível de estresse. Para
análise dos dados qualitativos, foi utilizado a metodologia de Análise do Discurso do
Sujeito Coletivo (DSC). Os resultados demonstraram que: as características dos
familiares se assemelham ao perfil da clientela do serviço público de saúde; o nível
de estresse foi médio/alto; e que houve uma relação, estatisticamente, significativa
entre o nível de estresse e o tempo de tratamento da paciente, a raça/cor e
experiência anterior do familiar. Os sintomas mais freqüentes e intensos foram
encontrados na esfera cognitiva, comportamental e social e menos freqüentes e
intensos, na esfera fisiológica. Os estressores foram a notícia do câncer de mama, o
câncer como sentença de morte, o momento da cirurgia, os efeitos adversos da
medicação quimioterápica, a incerteza do resultado do tratamento/cura, a
convivência com o adoecimento do outro, a solidão do acompanhar e as condições
de atendimento do serviço de saúde. As estratégias de enfrentamento mais
utilizadas pelos familiares são as centradas no problema, e as menos utilizadas são
as focadas na emoção, mostrando que eles estão em busca do re-equilíbrio.
Concluiu-se que frente às dificuldades vivenciadas pela família diante do câncer,
enfatiza-se a importância do envolvimento da família no processo de tratamento. O
profissional de saúde tem o importante papel de compreender, e contextualizar a
experiência de cada familiar e paciente e ajudá-los a reconhecer estratégias que
amenizem o estresse e os estressores.

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