Convivência Familiar Com o Idoso Acometido pela Doença de Alzheimer: Estudo de Casos.

Nome: Francielli Gonçalves Garcia
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 18/12/2006
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Denise Silveira de Castro Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alacir Ramos da Silva Examinador Interno
Denise Silveira de Castro Orientador

Resumo: Trata-se de um estudo de caso de dois casos, que visa compreender a convivência familiar com o idoso acometido pela Doença de Alzheimer (DA), por meio da investigação de suas características, de como o diagnóstico foi percebido e assimilado pela família, da observação das informações sobre a doença, dos suportes recebidos e da maneira que lidam com esta convivência. Foram entrevistados 11 familiares de dois idosos: 05 do caso 01 (José), acometido pela DA há seis anos e usuário de serviços públicos de saúde; 06 do caso 02 (Maria), há doze anos com DA e usuária de serviços particulares de saúde. Foi utilizado um roteiro de entrevista contendo perguntas norteadoras sobre o paciente, a família, os cuidados prestados e a convivência com o doente. Os depoimentos foram analisados através do método Análise de Conteúdo e da técnica Análise Temática. Os temas encontrados foram: relações familiares, assistência à saúde, cuidados prestados, mudanças, enfrentamento e necessidade de suporte. Constatou-se que os familiares estão sujeitos a sobrecargas de ordem física, psíquica e emocional; os cuidados prestados são exercidos, principalmente, por mulheres e estão relacionados às necessidades fisiológicas; as principais mudanças ocorridas na família foram observadas na rotina, nos papéis e na perda dos sonhos, por parte dos familiares; o diagnóstico foi assimilado considerando o grau de instrução do familiar e as informações prévias sobre a doença; estas foram fornecidas pelos profissionais de saúde dos serviços que utilizam; os suportes recebidos correspondem à ajuda mútua entre os membros da família e o auxílio nos cuidados é feito por cuidadoras informais contratadas, que não são profissionais de saúde, não pertencem à família, mas possuem vínculo afetivo; o enfrentamento de situações difíceis da convivência se dá por meio da crença e fé em Deus; as necessidades de suporte são: fornecimento de informação sobre a doença para a família e para a população; criação de espaços para discussão sobre o assunto; e, identificação precoce da doença por parte de pessoas leigas, para que possam buscar ajuda profissional. Concluiu-se que os familiares devem ser tratados como clientes pelos serviços de saúde, pois também estão submetidos ao adoecimento decorrente do estresse gerado pela convivência familiar com o idoso acometido pela Doença de Alzheimer.

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