Análise das Internações Por Causas Externas em Crianças e Adolescentes no Estado do Espírito Santo.

Nome: Cristina Marinho Christ Bergami
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 10/04/2007
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Denise Silveira de Castro Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Aloísio Falqueto Examinador Interno
Denise Silveira de Castro Orientador
Maria Helena Prado Mello Jorge Examinador Externo

Resumo: Trata-se de um estudo descritivo sobre a morbidade por causas externas, com o
objetivo de descrever o perfil de internações por causas externas em crianças e
adolescentes (0 a 19 anos) no estado do Espírito Santo, no período de 1998 a 2005,
e identificar quais os municípios com maior índice de internação. Foi utilizado o
Banco de Dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de
Saúde, codificadas segundo a 10ª revisão da Classificação Internacional de
Doenças. As internações diminuíram em 10,3%, estando na 4ª colocação entre as
internações por todas as causas. Houve predomínio do sexo masculino (71,2%) e da
faixa etária entre 10 a 19 anos (57,6%). As causas mais freqüentes foram as quedas
(50,5%, 129,6/100.000 hab.), seguida dos acidentes de transporte (15,2%,
39,1/100.000 hab.), queimaduras (9,4%, 24,3/100.000 hab.) e intoxicações
acidentais (5,4%, 13,7/100.000 hab.). Em relação a faixa etária destacam-s as
quedas entre 10 a 14 anos (29,1%), os acidentes de transporte e as intoxicações
entre 15 a 19 anos (45,9% e 41,8%, respectivamente) e as queimaduras entre 1 a 4
anos (45,9%). A principal lesão encontrada foi o traumatismo, responsável por mais
de 70% das internações (170,8/100.000 hab.). Deste, a fratura de membros foi a
mais encontrada (53,4%). Quanto os acidentes de transporte, predominaram os
atropelamentos (54,3%). Líquidos, bebidas e óleos quentes (62,5%) foram as
principais causas de queimadura e o contato com animais e plantas venenosas
(68,3%) foi a principal causa de intoxicação acidental. O tempo médio de internação
foi de 5,7 dias sendo maior na fratura de pescoço, tórax e pelve (13,4 dias), seguido
das queimaduras (12,3 dias). A taxa de mortalidade hospitalar foi de 1,4%, sendo
maiores no quase-afogamento e submersão acidentais (4,0%), seqüelas de causas
externas (3,7%) e acidentes de trânsito (3,5%). O gasto médio das internações por
causas externas (R$ 487,29) superou o de outras causas (R$ 381,87) em 27,6%. A
queimadura foi a causa (R$ 1.015,91) e a lesão (R$ 1.033,08) com o maior gasto.
Quanto às internações segundo mês de ocorrência, não foram encontradas qualquer
tendência e sazonalidade no período estudado. O município da Serra foi o que gerou
o maior número de casos, mas foi Vitória que mais internou. O maior coeficiente de
morbidade foi encontrado em Afonso Cláudio (492,3/100.000 hab.), seguido por
Alegre (475,9/100.000 hab.) e Itapemirim (435,4/100.000 hab.). Alegre e Vila Velha
foram os municípios que mais aumentaram o número de casos (50,0%) e de
internações (136,9%), respectivamente. Os municípios que mais diminuíram a
incidência de internações foram Guaçuí (44,2%), Itapemirim (43,5%) e Santa Maria
de Jetibá (42,4%). Os maiores coeficientes de morbidade foram encontrados em
Marataízes para os acidentes de transporte, Alegre para as quedas, São Gabriel da
Palha para as queimaduras e Afonso Cláudio para as intoxicações acidentais. O
conhecimento das internações por causas externas se torna relevante para o
subsídio na preparação de políticas públicas de prevenção destes agravos, melhoria
no atendimento de resgate e remoção e a melhoria dos departamentos de
emergência e reestruturação dos serviços de saúde.

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