Abortamento Induzido e Sua Relação Com Aspectos Sociodemográficos e Reprodutivos de Mulheres Admitidas em uma Maternidade Pública da Serra-es: um Estudo Transversal.

Nome: Priscilla Rocha Araujo Nader
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 06/06/2006
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ethel Leonor Noia Maciel Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Aloísio Falqueto Examinador Interno
Angelica Espinosa Barbosa Miranda Examinador Externo
Ethel Leonor Noia Maciel Orientador

Resumo: O abortamento induzido é considerado problema de saúde pública em todo o
mundo. Dallari (2005) reflete que toda a sociedade e, em particular, aqueles que
trabalham com a saúde do povo devem discutir em busca do consenso possível
sobre a prática do abortamento, a fim encontrar a melhor maneira para lidar com o
problema. Os objetivos do estudo foram identificar o perfil sociodemográfico e
reprodutivo das mulheres internadas em uma maternidade do município da Serra,
Espírito Santo, e avaliar a ocorrência de abortamento induzido associado aos
aspectos sociodemográficos e reprodutivos da mesma população. É um estudo
transversal, com uma abordagem quantitativa. A amostra constituiu-se de três
grupos distintos: 21 mulheres que realizaram abortamento induzido, 62 que
apresentaram abortamento espontâneo e 83 que tiveram gestação a termo
internadas na Maternidade de Carapina, no período de agosto de 2005 a janeiro de
2006. Para a coleta de dados, foi utilizada entrevista com registro em formulário. Os
dados foram analisados pelo Statistical Package for the Social Sciences (SPSS),
versão 14.0. Os resultados encontrados demonstram que maioria das pacientes
apresentou idade entre 20 e 24 anos, cor da pele parda, anos de estudo de oito a
onze anos, renda familiar de até três salários mínimos, religião evangélica, estado
conjugal casada/em união estável, ocupação dona de casa, idade da menarca entre
nove e doze anos, coitarca e primeira gestação na adolescência, média de 1,2 filho
vivo e desconhecimento sobre o Programa de Planejamento Familiar do município.
Os seguintes fatores influenciaram na ocorrência de abortamento induzido na
análise bivariada: não ser casada ou não viver em união estável, exercer alguma
ocupação fora do lar, não conhecer o Programa de Planejamento Familiar do
município, não planejar e não desejar a gestação e ter sido aconselhada a abortar.
Na análise multivariada, a variável identificação (abortamento induzido/gestação a
termo) apresentou relação causal apenas com duas variáveis: estado conjugal e
desejo da gravidez. Para atenuar o problema do abortamento inseguro, o governo e
a sociedade devem investir em melhores condições de vida para a população e na
promoção da saúde reprodutiva com incentivo ao acesso à educação sexual e
reprodutiva e ao planejamento familiar.

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