ANÁLISES das Principais Causas de Troca de Esquemas Anti-retrovirais no Tratamento de Aids de Crianças Atendidas no Ambulatorio do Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória.

Nome: Cristina Ribeiro Macedo
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 06/04/2006
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ethel Leonor Noia Maciel Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Angelica Espinosa Barbosa Miranda Examinador Externo
Ethel Leonor Noia Maciel Orientador
Maria Helena Costa Amorim Examinador Interno

Resumo: O trabalho foi desenvolvido no Ambulatório de Infectologia do Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG), localizado em Vitória (ES), onde são atendidos aproximadamente 230 pacientes, sendo 98 crianças expostas ao vírus HIV, em acompanhamento para definição da sua soro-positividade, e 116 em uso de terapia anti-retroviral. Muitos se encontram em fase avançada da infecção e já se submeteram a vários esquemas de tratamento disponíveis, o que dificulta o resgate. Trata-se de um estudo caso-controle, sendo o grupo controle constituído de 49 crianças que não efetuaram troca de esquema anti-retroviral no período de janeiro de 2000 até dezembro de 2005, e o grupo caso, de 62 crianças, que já efetuaram pelo menos uma troca no mesmo período. O objetivo foi Identificar as causas de mudanças de esquemas terapêuticos no tratamento de Aids em crianças contaminadas por transmissão vertical e relacionar com a adesão de tratamento por meio das variáveis: falha de tratamento e intolerância. Foram utilizados dados do prontuário e um roteiro de entrevista semi-estruturada, contendo perguntas abertas e fechadas dirigidas aos cuidadores. A análise dos dados foi pelo programa SPSS versão 8.0 para Windows, usado teste qui-quadrado para avaliar a associação das variáveis. As principais causas encontradas para mudança de tratamento foram: piora virológica, imunológica e clínica para, respectivamente, 30 (48,4%), 29 (46,6 %) e 22 pacientes (35,5%). Em 30 (50%) casos, as trocas ocorreram com menos de um ano de tratamento, o que representa um forte indicativo de falta de adesão. Conclui que todos os esforços, no sentido de garantir a adesão devem ser efetivados, pois isso pode significar a sobrevida da criança em tratamento de Aids.

Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Marechal Campos, 1468 - Bonfim, Vitória - ES | CEP 29047-105