Qualidade de Vida dos Professores da Área de Saúde.

Nome: Átala Lotti Garcia
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 11/07/2006
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
ELIZABETE REGINA A DE OLIVEIRA Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Elizabete Regina Araújo de Oliveira Orientador
Luiz Henrique Borges Examinador Interno
Maria Elizabeth Barros de Barros Examinador Externo

Resumo: Nas últimas décadas, o Brasil vem passando por intensas transformações
econômicas, sociais e culturais. O crescente avanço científico e tecnológico que vem
ocorrendo tem causado alterações significativas nas formas de organização do
trabalho e nos processos de bens e serviços, o que tem repercutido diretamente na
saúde do trabalhador e suas opções pela qualidade de vida. O setor da educação
superior da área da saúde foi atingido por essa política econômica que incentiva a
competição e a desregulamentação da economia. Essas mudanças ocasionaram
transformação no mercado de trabalho, necessitando de uma mão-de-obra cada vez
mais especializada e em constante aperfeiçoamento técnico; aumentaram as
cobranças por qualidade e produtividade, o receio da demissão aumentou, entre
outros problemas. Em decorrência do entendimento do processo saúde-doença
introduzido pela Medicina Social, colocou-se em destaque a relevância do trabalho
na reprodução social das populações. No Brasil, dentro do processo da reforma
sanitária, a problemática da atenção à saúde dos trabalhadores passou a fazer parte
das atribuições da saúde coletiva. No campo da saúde do trabalhador a valorização
da dimensão subjetiva e objetiva da prática dos profissionais ligados à saúde, tem
proporcionado espaços de comunicação e discussão com outros saberes e práticas.
A pesquisa consiste em realizar um estudo descritivo das condições de trabalho dos
professores da área da saúde e suas implicações sobre a qualidade de vida e
saúde, nas instituições de ensino superior (IES) do E. S. tomando como eixo os
aspectos sócio-demográficos, inserção no trabalho e aspectos relativos à saúde,
para fornecer subsídios para futuros planejamentos de ações de promoção e
prevenção na área da saúde do trabalhador. A pesquisa foi dividida em duas etapas
a primeira quantitativa com questões fechadas do instrumento World Health
Organization Quality of Life (WHOQOL-26) e a segunda qualitativa baseada em
entrevistas que abordam as percepções sobre a organização do trabalho e
qualidade de vida. Os resultados demonstraram que este público alvo é uma
população de professores adultos maduros, maioria do sexo feminino, com elevada
carga horária, vários locais de trabalho, alta renda mensal, mas baixa para as
necessidades do consumismo e com alta demanda psicológica e física. Este grupo
ocupacional apresentou elevada proporção de queixas de problemas de saúde e
insatisfação, mas não foi possível aprofundarmos nas questões de morbidade.
Apoiamos nas hipóteses de que o desgaste dos professores é determinado, em boa
parte, pelo tipo e pela forma de organização de seu trabalho. Estes professores
mesmo submetidos à mesma cultura organizacional produzem formas diferentes de
lidar com a instituição, formas que variam em função da idade, do sexo, curso que
ministram, do turno de trabalho a que estão submetidos, à classe social, à vida
familiar e suas histórias pessoais. Se existem vários modelos de trabalhador da
educação/saúde, haverá várias formas de percepção sobre o que é o trabalho e que
espaço ele ocupa em sua vida. Desta forma, o trabalho afetará sua vida no que diz
respeito à qualidade de vida e saúde, como dimensão de prazer ou de desprazer ou
até, hora um, hora outro.

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