Conhecimento dos Cirurgiões-dentistas Sobre Prevenção e Diagnóstico Precoce de Câncer de Boca.

Nome: Ana Paula da Silva Ramos
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 04/08/2006

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Adauto Emmerich Oliveira Orientador
Denise Silveira de Castro Examinador Interno
Liliana Aparecida Pimenta de Barros Examinador Externo

Resumo: Pesquisa de natureza descritiva, quantitativa, realizada com cirurgiões-dentistas que realizaram atendimento clínico na rede municipal de Vitória, ES (n= 92) no ano de 2005. Objetivou-se caracterizar o perfil sociodemográfico e profissional dos entrevistados, assim como avaliar e identificar o nível dos conhecimentos sobre fatores de risco e procedimentos referentes ao diagnóstico de lesões relacionadas ao câncer de boca, suas opiniões em relação aos seus conhecimentos e práticas relativas à prevenção e ao diagnóstico precoce de câncer de boca. Buscou-se relacionar esses conhecimentos com algumas variáveis sociodemográficas e opiniões dos entrevistados. Utilizou-se questionário com as variáveis distribuídas em quatro grupos. Para os grupos de fatores de risco e diagnóstico foram criadas escalas de acerto. Para análise de dados foi utilizado o programa Statistical Package for the Social Science (SPSS) versão 11.5 para Windows, com as variáveis trabalhadas para freqüência absoluta e relativa. Para associação de variáveis utilizou-se o teste não paramétrico qui-quadrado, com valor-p< 0,05. Predominou o sexo feminino (75%), a maioria formada entre 20 e 29 anos (52,2%), trabalhando como clínico geral (33,7%), tendo atendido de 1 a 4 pacientes com lesões suspeitas nos últimos 12 meses (30,4%). A maioria (62%) não participou de nenhum curso sobre doenças crônicas não transmissíveis, através da PMV. Os entrevistados apresentaram classificação bom para fatores de risco (73,9%) e muito bom para diagnóstico (50%). A maioria (96,7%) acredita na necessidade do exame clínico como rotina para câncer de boca, mas apenas 58,7% o realiza, independente da idade do paciente. A maior parte (57,6%) quase nunca se sente capaz de realizar biópsia incisional, tendo como procedimento o encaminhamento do paciente (94,6%). A maioria (47,8%) considerou seu nível de conhecimentos como regular. Não foi encontrada associação significativa entre as escalas de acerto com as características sociodemográficas e profissionais e as opiniões dos entrevistados. Foi significante (valor p= 0,002) a relação entre a capacidade de realizar o exame clínico com a capacidade de realizar biópsia. Do mesmo modo que a relação entre ser capaz de realizar o exame clínico e estar preparado para tal (valor p= 0,038). Sugere-se capacitação dos profissionais para realização da biópsia incisional e para participação no aconselhamento sobre hábitos saudáveis de vida, assim como maior ênfase na interdisciplinaridade. Novos estudos são necessários para maiores informações sobre a realidade vivida por esses profissionais e para contribuir com as políticas públicas de saúde.

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