Caracterização dos pacientes acompanhados pelo Serviço de Cuidados Paliativos de um Hospital Universitário da Grande Vitória

Nome: Jéssica Cristina de Lima Costa
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 15/08/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Eliana Zandonade Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Eliana Zandonade Orientador
Geisa Fregona Carlesso Examinador Interno
Leia Damasceno de Aguiar Brotto Suplente Externo
Nagela Valadão Cade Suplente Interno
Renato Lirio Morelato Examinador Externo

Resumo: Com o aumento do acometimento das doenças crônicas degenerativas na população
mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou a implementação dos
cuidados paliativos nos serviços de saúde uma necessidade humanitária. Em 2018 foi
promulgada no Brasil a resolução que dispõe das diretrizes para organização dos
serviços de cuidados paliativos no âmbito do SUS. Objetivo: Caracterizar os pacientes
acompanhados pelo serviço de Cuidados Paliativos de um hospital universitário do
sudeste brasileiro. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo-exploratório por meio da
análise das variáveis sociodemográficas e clínicas, contidas em banco de dados e
prontuários de pacientes acompanhados pela Comissão de Cuidados Paliativos (CCP)
do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, no período de 2015 a 2017. A
estatística utilizada foi descritiva, com cálculo da frequência, média, desvio padrão e valor
mínimo e máximo das variáveis. Utilizou-se o teste qui-quadrado para verificar possíveis
relações entre o escore Palliative Performance Scale (PPS) e as demais variáveis
analisadas. Resultados: A população de estudo foi composta por 270 pacientes, sendo
sua maioria do sexo masculino, acima de 60 anos, pardos e residentes da região da
Grande Vitória. As doenças que mais acometeram os pacientes foram as neoplasias,
neurológicas e cardiovasculares. Apenas 52% dos pacientes foram avaliados pela CCP
em até 14 dias após a data da internação, em que prevaleceu no período o intervalo de
14 a 31 dias. O intervalo de tempo em cuidados paliativos mais frequente foi de até sete
dias, compreendendo 43% dos pacientes. O escore 10% da PPS prevaleceu no período.
Esta variável apresentou relação de dependência com as variáveis intervalo de tempo
entre a internação e solicitação da avaliação pela CCP (p=0,059), classificação da
doença norteadora (p=0,000), tempo em cuidados paliativos (p=0,009) e desfecho
(p=0,000). Mesmo com o aumento das altas hospitalares, o óbito foi o desfecho mais
frequente em todo o período. Conclusão: Constatou-se que os cuidados paliativos
realizados são de fim de vida, reafirmando o perfil clínico dos pacientes atendidos no
hospital e evidenciando que esses são solicitados de forma tardia pela equipe assistente.

Espera-se que o estudo auxilie a elaboração de estratégias que visam aprimorar e
difundir o serviço da CCP.

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