ACESSO ÀS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE NO SUS: UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA DOS USUÁRIOS

Nome: Fabíola Fernandes Bersot Magalhães
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 16/05/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Angelica Carvalho Andrade Orientador
Thiago Dias Sarti Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Carolina Dutra Degli Esposti Examinador Interno
Charles Dalcanale Tesser Examinador Externo
Maria Angelica Carvalho Andrade Orientador
Thiago Dias Sarti Coorientador

Resumo: É cada vez mais evidente o uso de medicina alternativa e complementar para tratamento de saúde no mundo. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), como são conhecidas no Brasil, buscam estimular os mecanismos naturais de promoção da saúde, prevenção de agravos e recuperação da saúde, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. A implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no país, desde 2006, é considerada um avanço e um marco importante na introdução de práticas não convencionais no Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, os problemas existentes que dificultam o desenvolvimento dessa política fazem com que a implementação permaneça na periferia do SUS, com pouca perspectiva de entrar no centro do sistema. O presente estudo tem por objetivo a análise do acesso a essas práticas, a partir da escuta dos usuários do sistema público de saúde do município de Vitória-ES. Entendendo que o acesso é um termo impreciso, complexo, com pouca clareza na sua relação com o uso dos serviços de saúde, a pesquisa discutirá essa perspectiva tomando como base o referencial teórico de Frenk, que propõe em uma análise ampliada sistematizar o fluxo dos acontecimentos entre o momento em que a necessidade de saúde é percebida até a efetivação do cuidado, além da determinação da demanda e entrada nos serviços de saúde e a continuidade desse cuidado. É um estudo qualitativo de caráter exploratório que se define no encontro com os usuários envolvidos em uma APS municipal. A amostragem se deu de forma aleatória, totalizando 29 usuários da USF. A coleta de dados foi feita através de entrevistas semiestruturadas e da observação participante. Após a saturação dos dados, foi realizada a análise na perspectiva do acesso às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde e como determinado fenômeno se manifesta nos desejos, nas atividades, procedimentos e interações diárias. Verificou-se, ao alcançar as singularidades das terapêuticas observadas, que mesmo diante da proposta de um modelo de acesso ampliado, não é possível contemplar todas as peculiaridades do acesso às PICS. Foi possível compreender que esse acesso depende da organização do serviço e do tipo de oferta disponibilizada, relacionados ao grau de institucionalização das PICS na rede pública de saúde, e que a entrada do usuário no serviço vai depender, além das características sociais, de características individuais e de aspectos subjetivos

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