(DES)TECENDO A PRODUÇÃO DE CUIDADO À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA

Nome: Jeanine Pacheco Moreira Barbosa
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 17/05/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Franciéle Marabotti Costa Leite Co-orientador
Maria Angelica Carvalho Andrade Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Franciéle Marabotti Costa Leite Coorientador
Maria Angelica Carvalho Andrade Orientador

Resumo: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa e inspiração cartográfica sustentado pelo referencial teórico do Institucionalismo, que buscou ouvir os profissionais de um centro de referência à violência contra a mulher, localizado em um município do Espírito Santo. Os sujeitos do estudo foram as profissionais que estavam em exercício no momento da pesquisa, sendo a amostra constituída por seis mulheres. A partir de um movimento de transversalidade entre as esferas da arte, da filosofia e da Saúde Coletiva, a pesquisa buscou compreender as relações dinâmicas que atravessam a produção de cuidado à mulher em situação de violência. Para isso, tomou como ponto de partida o conto da Moça Tecelã, de Marina Colasanti, num esforço para (des)tecer alguns paradigmas de pesquisa, questionando a neutralidade do pesquisador ao propor uma pesquisa-intervenção na forma de pesquisarCOM/tecerCOM. Os instrumentos de produção de material foram oficinas narrativas coletivas, observação, diário de campo coletivo e diário do pesquisador. O trabalho de campo, de seis encontros, aconteceu no centro de referência, entre setembro e novembro de 2018. Utilizou-se de narrativas como disparadores para acessar o plano da experiência, multiplicando os diversos olhares sobre a violência que atravessa o corpo das mulheres-profissionais-tecelãs que cuidam de mulheres em situação de violência. Todo material produzido foi transcrito na forma de uma peça teatral, privilegiando o discurso direto, a fim de preservar as peculiaridades dos discursos enunciados. O roteiro dramático buscou uma aproximação entre a estética teatral, de Luigi Pirandello, e a pesquisa qualitativa em saúde. A partir do Institucionalismo, foi possível identificar analisadores que interrogaram os múltiplos sentidos que atravessam a produção de cuidado, contribuindo para a desnaturalização de alguns aspectos do existente-instituído, colocando-os em análise. A potência do encontro, a ética do cuidado de si e o trabalho vivo em ato apresentam-se como algumas das alternativas para a produção de um cuidado que valorize as singularidades e multiplicidades expressas em diferentes modos de vida das mulheres em situação de violência.

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