TRANSTORNO MENTAL COMUM E CONDIÇÃO SOCIOECONÔMICA EM ADOLESCENTES PARTICIPANTES DO ERICA-BRASIL

Nome: Isabel Batista da Silva
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 21/05/2018
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Resumo: A adolescência é uma fase de grandes demandas de natureza social, familiar e emocional. Dados epidemiológicos mostram que o Transtorno Mental Comum (TMC) constitui manifestação psiquiátrica menos grave, todavia representa o sofrimento mais prevalente na população adolescente. Objetivo: Investigar a relação entre Transtorno Mental Comum (TMC) e a condição socioeconômica em adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos. Método: Estudo seccional com os dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERICA). A variável desfecho foi o TMC avaliado pelo Questionário de Saúde Geral segundo sua especificidade e, como exposição, a condição socioeconômica avaliada mediante a raça-cor, escolaridade materna, relação morador-cômodo, tipo de escola, existência de empregada e banheiro no domicílio e atividade laboral. Para o cálculo das prevalências foi utilizado o modo survey e na análise multivariada, a regressão logística com p < 5%. Utilizado intervalo de confiança em 95%. Resultados: A prevalência de TMC foi em meninas 23,3% e em meninos 11,1%. Associou-se ao TMC nas meninas ter idade entre 15 e 17 anos OR 1,34 (1,17 - 1,51), estudar em escola privada OR 1,13 (1,01 - 1,27), ter empregada doméstica OR 1,15 (1,00 - 1,34) e como fator de proteção, o trabalho não remunerado OR 0,64 (0,55 - 0,75). Os meninos, também apresentaram maior chance de TMC quando maior idade OR 1,42 (1,18 -1,71) e ter empregada OR 1,26 (1,02 -1,57), enquanto o trabalho não remunerado diminuiu a chance de TMC OR 0,79 (0,67 -0,95). Conclusão: As variáveis socioeconômicas que estiveram associadas ao TMC foram sugestivas de classe econômica mais elevada como ter empregada e estudar em escola privada. O trabalho não remunerado na adolescência favoreceu a saúde mental dos adolescentes

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