Consumo alimentar e controle glicêmico de diabéticos do ELSA-Brasil

Nome: Mayara Freitas Monteiro
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 18/05/2017
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Resumo: A prevalência de Diabetes Mellitus tem aumentado no Brasil e o tratamento visa o controle glicêmico mediante o uso de medicamentos e mudanças de comportamento por meio da alimentação, prática de atividades físicas e manutenção do peso corporal adequado. Recomenda-se o consumo de alimentos com menor índice glicêmico e aqueles que promovam aumento da sensibilidade muscular à insulina para um melhor controle metabólico. Objetivo: Investigar a associação entre o consumo alimentar e o controle glicêmico em diabéticos. Método: Estudo transversal realizado com todos os participantes da linha de base do ELSA-Brasil em uso de medicação antidiabética. A variável desfecho foi a hemoglobina glicada (HbA1C), e a variável de exposição foi o consumo dos nutrientes e substâncias (carboidratos, proteínas, lipídeos, fibras e álcool) em quintis de ingestão diária. As variáveis de ajuste foram as sociodemográficas, o tipo de medicação antidiabética, estado nutricional e prática de atividade física. Foram realizadas análises bivariadas e modelos de regressão logística. O nível de significância de 5% e o intervalo de confiança de 95% foram adotados. Resultados: Da amostra de 1.092 participantes, 61% estavam com a HbA1C controlada, a medicação mais usada foi o hipoglicemiante oral (86,6%), 82,5% apresentavam excesso de peso, 62,2% com medida inadequada da circunferência da cintura e 96,5% eram inativos fisicamente. Em homens, ter menor renda per capita (OR = 2,656; IC 95%; 1,608-4,389) e usar insulina (OR = 4,433; IC 95%; 2,011-9,771) foram associados à HbA1C não controlada. Em mulheres, além da menor renda per capita (OR = 2,175; IC 95%; 1,305-3,624) e uso isolado de insulina (OR = 6,751; IC 95%; 2,610-17,463), o uso combinado das medicações (OR = 10,10; IC 95%; 4,477-22,784) estavam associados à HbA1C não controlada. Entre as mulheres o consumo alimentar apresentou associação com a HbA1C e revelou que o menor consumo de proteínas (OR = 0,464; IC 95%; 0,251-0,858), de lipídeos (OR = 0,530; IC 95%; 0,282-0,998) e de gorduras poliinsaturadas (OR = 0,492; IC 95%; 0,257-0,940) diminuíram a chance de ter HbA1C acima de 7%. Conclusão: Os fatores nutricionais foram associados ao controle glicêmico somente em mulheres, e ter menor renda e usar insulina aumentou a chance dos diabéticos, de ambos os sexos, apresentarem HbA1C não controlada. Palavras-chave: Diabetes Mellitus; Dieta; Hemoglobina A Glicosilada.

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