Processo de Trabalho do Agente Comunitário de Saúde: nas entrelinhas da revisão

Nome: Caroline Couto Domingues
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 06/04/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Kallen Dettmann Wandekoken Orientador
Maristela Dalbello de Araujo Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Kallen Dettmann Wandekoken Orientador
Maristela Dalbello de Araujo Coorientador

Resumo: Esta dissertação apresenta uma revisão integrativa que tem como objetivo discutir a
forma de abordagem do processo de trabalho do Agente Comunitário de Saúde
(ACS), por meio da análise das publicações científicas no período de 2000 a 2015,
com foco nas dimensões macro e micropolíticas. Além disso, analisamos as
potencialidades e os desafios apontados na execução do processo de trabalho do
ACS, identificadas na revisão integrativa. Foram consultados 7841 trabalhos, entre
artigos, dissertações e teses, dos quais 51 foram selecionados, conforme os critérios
adotados. Entre os aspectos da dimensão macro, encontramos: atribuições do ACS;
vínculo trabalhista; processo de reestruturação produtiva; remuneração, entre
outros. Já na dimensão micropolítica: vínculo com a comunidade; trabalho em
equipe; governabilidade; valorização profissional, entre outros. Entre as
potencialidades, elaboramos algumas categorias: trabalhador estratégico para
mudança do modelo assistencial vigente; produção de um cuidado-cuidador; elo
entre equipe e comunidade; papel social; ações de prevenção e promoção; ação
intersetorial; liderança; conhecedor do território; criam estratégias de enfrentamento.
Constatamos que o ACS é um trabalhador "sui generis", de identidade comunitária e
que realiza atividades que extrapolam o campo da saúde. Além disso, trata-se de
um trabalhador que, a partir da singularidade de suas ações e de suas
potencialidades, contribui para a concretização do que propõe a política de saúde
pública. Entre os desafios, encontramos: falta de uma clara definição sobre as
atribuições; qualificação profissional precária; riscos sociais e ambientais no
trabalho; precarização do trabalho; sobrecarga de trabalho; sub utilização; baixa
remuneração, entre outros. Constatamos que frente a estes desafios, o ACS
vivencia sentimentos de impotência, desgaste, desmotivação e sofrimento psíquico.
Assim, se faz necessária a estruturação de estratégias que possibilitem maior
empoderamento e autonomia a este profissional, como é a proposta da Educação
Permanente, de forma a discutir os aspectos macro e micropolíticos do cotidiano.

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