VALIDADE DE MEDIDAS AUTORRELATADAS NA ESTIMATIVA DE SOBREPESO E OBESIDADE NA POPULAÇÃO GERAL

Nome: Lara Onofre Ferriani
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 07/04/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Carmen Moldes Viana Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Carmen Moldes Viana Orientador

Resumo: A obesidade tornou-se um importante problema de saúde pública, uma vez que atinge proporções pandêmicas e está associado a uma série de doenças crônicas. Para o contínuo monitoramento do estado nutricional das populações, tem-se como alternativa o uso de medidas autorrelatadas de peso e altura e, a partir delas, o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Assim, o objetivo deste trabalho é validar e corrigir medidas autorrelatadas de peso e altura para estimar a prevalência do sobrepeso e da obesidade na população geral adulta. Os dados analisados foram coletados no Estudo Epidemiológico dos Transtornos Mentais São Paulo Megacity que foi dividido em duas fases. Na primeira, um total de 5.037 indivíduos foi entrevistado em domicílio, onde as informações de peso e altura foram autorrelatadas, na segunda fase, uma subamostra de 766 teve o peso e a altura aferidos em âmbito hospitalar. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o software Stata versão 13.0, adotando-se um nível de significância de 5%. A validade das medidas autorrelatadas foi avaliada e então foram construídos diferentes modelos de regressão linear para a correção destes dados. A concordância entre as medidas aferidas, autorrelatadas e corrigidas de peso, altura e IMC foi avaliada por meio do coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e coeficiente kappa. A confiabilidade encontrada entre as medidas aferidas e autorrelatadas foi elevada entre ambos os sexos e para a amostra total (peso CCI 0,951 / IC 0,938-0,961; altura CCI 0,870 / IC 0,597-0,939; IMC CCI 0,865 / IC 0,677-0,928). Contudo, a estimativa da prevalência de excesso de peso pelas medidas autorrelatadas mostrou-se subestimada (em 13%). O kappa comparando o dado autorrelatado com o aferido é classificado com concordância moderada (0,574), já para as medidas corrigidas, a concordância encontrada muda de categoria de classificação, sendo considerada substancial (0,653 / 0,665), demonstrando que a medida corrigida se aproxima mais da medida real. Encontrou-se uma elevada prevalência de sobrepeso e obesidade, considerando as estimativas a partir das medidas aferidas (38,0% e 22,6%, respectivamente), como também daquelas autorrelatadas (30,9% e 11,7%) e das corrigidas (37,4-39,0% e 17,8-18,6%). A correção de medidas autorrelatadas mostra-se uma alternativa considerável, já que a medida corrigida consegue representar mais fidedignamente a medida real e assim, reduzir a subestimativa na prevalência do excesso de peso resultante do uso destas medidas.

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